
Tour Eiffel
Antes que alguém diga que já ouviu as mesmas histórias e que já viu os mesmos lugares ‘n’ vezes, ainda que pelas imagens que se multiplicam pela internet, foi a minha primeira vez em Paris. E apesar de tudo parecer familiar, era diferente. A surpresa e o frio do outono europeu de 2009 chegava a cada curva e, com certeza, nada era o que eu já tinha visto ou sentido…

Esperar um bom lugar para ver a "Monalisa", no Louvre, pode demorar
Nada como o olhar e a animação de quem está de férias. Centenas de milhares de turistas dividindo com você os mesmos espaços. Claro, além dos próprios parisienses. Haja exercício da paciência… O fato é que, curtindo as férias, até os incômodos são menores. Nem a chuvinha fraquinha, persistente e fria de novembro consegue acabar com o bom humor. Afinal, não é sempre que estamos em Paris!
Faça chuva ou faça sol, provavelmente, você vai cumprir o roteiro planejado. Os ônibus turísticos, com o segundo andar aberto para o deleite do visitante, passam em intervalos regulares. As empresas oferecem passes de um ou dois dias: neste período, o turista pode descer e voltar ao ônibus quantas vezes quiser. Perfeito para quem tem pouco tempo em Paris.

Tour Eiffel - Le Chocolat Chaud
Confesso que o primeiro chocolate quente na capital mais visitada no mundo, ainda no aeroporto, não agradou. Fiquei um pouquinho desapontada. Dos outros tantos que provei, o melhor foi o do Les Buffets, a lanchonete de um dos estágios da Torre Eiffel. Talvez por ter ajudado a aquecer a alma! O mais caro que paguei, claro. Afinal, ao redor do monumento mais visitado do planeta, os comerciantes ditam seus preços! E isso faz você desembolsar cerca de R$ 20 por um misto frio, com uma fatia de queijo (francês!) e uma de presunto, e um refrigerante em lata aos pés da Torre. Se não deu para economizar no lanche, ganhe tempo na entrada! Para evitar a fila da bilheteria, o ingresso pode ser comprado pela internet, no site oficial do monumento: www.tour-eiffel.fr.

Arc de Triomphe
Paris respira História. Não é simplesmente subir ao topo do Arco do Triunfo e apreciar a vista de toda a cidade; é estar no monumento erguido por Napoleão Bonaparte em homenagem a seus soldados e suas conquistas (acredite, o esforço vale a pena, apesar da escada caracol).

Notre Dame
Não é acompanhar mais uma missa numa catedral; é sentir toda a atmosfera e se emocionar muito dentro da Notre Dame, cuja construção começou no século XVII.

O Louvre fecha às terças-feiras; todo primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita
Não é conhecer, deslumbrar-se e andar muito no Museu do Louvre, que abriga a Monalisa (Leonardo da Vinci), ou La Joconde, como os franceses a chamam; é conhecer os alicerces originais da cidade. Não é só sonhar e desejar diante das vitrines da Champs-Elysées; é descobrir um restaurante onde você pode comer pato, um dos pratos mais típicos da França, e tomar uma boa taça de vinho por um preço razoável.

Perder-se em Paris pode ser uma boa oportunidade de tomar um bom café.
É aproveitar os cafés dos boulevard (que também servem vinho!); esquecer da vida num dos fabulosos parques, como o Jardim de Luxemburgo; absorver o clima dos jardins do Trocadéro ou da Escola Militar, de onde se tem uma bela vista da Torre Eiffel, principalmente à noite, quando ela se ilumina. É fazer um piquenique numa praça em plena cidade grande. É descobrir as ruelas com pequenas construções seculares, que guardam seu charme. Para isso, é preciso flâner, perambular.

O Cabaré mais famoso
Na primeira vez em Paris, talvez valha a pena reservar uma boa quantia para assistir ao espetáculo do cabaré mais famoso do mundo, no Moulin Rouge. O jantar não é dos melhores, mas, certamente, dos mais caros. Se a viagem coincidir com uma data especial, uma comemoração importante, pour quoi pas? Vale a pena sim! As reservas devem ser feitas com antecedência, direto no site http://www.moulinrouge.fr/.
O Moulin Rouge pode ser o encerramento da noite. O passeio no bairro Montmartre, durante o dia, é bastante agradável, mesmo com suas ladeiras íngremes e centenas de degraus. Foi em um dos cafés do bairro que um anãozinho conquistou muita gente no cinema: começou sua jornada pelo mundo em O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.

Sacre Coeur
A basílica Sacre Coeur, avistada lá de baixo, é grandiosa. Uma das esculturas na entrada principal é em homenagem a Joana D’Arc. Dentro, um dos pontos altos é a imagem da Virgem com o filho nos braços. E se ainda tiver pernas, vá até o topo da basílica. Pela escada. Montmartre é onde ainda bate o coração dos artistas. Por ali há registros das passagens de Cézaenne, Monet, Degas, Renoir, Pablo Picasso, Vincent Van Gogh, Toulouse Lautrec…

Montmartre - ainda reduto de artistas
Au Lapin Agile, um cabaré do começo do século XX, era o lugar preferido de muitos artistas. Hoje, as principais áreas são ocupadas por pintores, retratistas e pessoas que esperam agradar os visitantes com suas performances.
O sistema de transporte é bastante eficiente. As linhas de ônibus são relativamente curtas, mas passam por vários pontos onde é possível pegar outro ônibus e ir para qualquer lugar da cidade. E o melhor: sem pagar outra passagem. A integração também inclui o metrô, com várias linhas e várias estações de correspondências. Todas as paradas de ônibus têm o mapa do trajeto e os horários dos coletivos. O mapa do metrô também é muito fácil encontrar. Se você se perder em Paris, basta perguntar onde está o rio Sena.
Claro que me perdi. Minha direção era a Notre Dame. Num ponto de ônibus, vi que aquela linha me deixaria perto da Notre Dame de Champs. Fui para outro lugar.

Panthéon
Quando percebi, estava perto do Panthéon. Mais história e cultura. Símbolo da Revolução Francesa, homenageia todos os que pensaram e lutaram por ela. Ali estão os restos mortais de figuras ilustres, como Rousseau, Alexandre Dumas e Victor Hugo.

Pâtisserie
Boulangerie, boucherie, pâtisserie, marchê – perdições para qualquer um. Cantinhos especiais que só são descobertos por quem está disposto a flanar pelas ruelas da cidade. Paris é uma cidade para ser sentida sem pressa, sem destino. Uma vez só não basta.
À tout à l’heure!